sexta-feira, 23 de março de 2012

Drenagem Linfática pós operatória!



A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico com a finalidade de reduzir a gordura localizada e desta forma equilibrar o contorno corporal. Para um bom resultado deste procedimento é fundamental que no período pós operatório sejam realizadas as drenagens linfáticas com o intuito de eliminar o líquido (linfa) que causa inchaço e desconforto, facilitar a retração cutânea e auxiliar a remodelação do tecido cicatricial.
Os fisioterapeutas são os profissionais mais capacitados para o tratamento pós operatório, pois além do conhecimento fisiológico e anatômico, sua formação permite avaliar as necessidades do paciente e auxilia o cirurgião na complementação do tratamento idealizado.
O ato cirúrgico promove um desequilíbrio no fluxo de fluidos pelos tecidos do corpo, que resulta em extravasamento de liquidos do interior das células e dificuldade de escoamento deste excedente ate os gânglios linfáticos, causando congestão linfática dos tecidos. A drenagem linfática tem como objetivo direcionar e distribuir este líquido para os gânglios (que funcionam como ralos) diminuindo o inchaço da região operada, além de ajudar na absorção de hematomas. O processo de cicatrização e restauro dos tecidos do corpo é acelerado, a recuperação é mais curta, o desconforto do paciente melhora e os risco de complicações diminuem.
Além disso, as regiões operadas na lipoaspiração produzem tecido conjuntivo fibroso necessário para a aderência da pele que, em alguns casos, é possível que apareçam algumas nodulações e ondulações na pele chamadas de fibrose. Geralmente este processo começa a ser notado após a primeira semana de cirurgia quando o edema começa a diminuir.
O processo de cicatrização começa logo após a cirurgia com o depósito de tecido cicatricial visando o reparo à agressão cirurgica. Quando as recomendações não são seguidas, por exemplo, repouso inadequado, não utilização da cinta modeladora ou drenagem linfática inadequada, pode ocorrer uma cicatrização irregular e o tecido apresentar uma aparência ondulada ou com irregularidades.
A realização da drenagem linfática associada ao ultrassom terapêutico é o tratamento operatório mais adequado após a realização de cirurgias do contorno corporal. O tecido de cicatrização é modelado de forma que a superfície da pele fique homogenia e plana. O ultrassom é utilizado em uma potencia terapêutica que emite ondas superficiais atingindo o tecido subcutâneo vibrando as moléculas e permitindo a remodelação do tecido, ou seja “quebra dos nódulos”. Em seguida, ha uma reorientação das fibras colágenas e maturação do tecido cicatricial, ou seja, resulta em uma cicatrização orientada e controlada.
A ação do ultrassom e drenagem linfática na fibrose tardia (3 meses da cirurgia) tem efeito limitado. O tecido cicatricial já está estável e as irregularidades só podem ser amenizadas com resultados finais nem sempre satisfatórios.
Não se esqueçam, a cirurgia é uma parte do tratamento!! Um pós operatório feito de forma adequado e profissional capacitado, é tão importante quanto o procedimento cirurgico feito por um medico especializado.


Mariana Meira Faes
Fisioterapeuta 

Mestre pela Faculdade de Medicina da USP - FMUSP;
Pós graduada em fisioterapia cardiorespiratoria pelo hospital do câncer A.C. Camargo/SP
Pós Graduada em fisioterapia dermato funcional pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino - IBRAPE

Contato: marincmeira_@hotmail.com

segunda-feira, 12 de março de 2012

ESTRIAS - Tire suas dúvidas!!

Estria é uma cicatriz que se forma quando a pele é excessivamente estirada ultrapassando sua capacidade de distensão.

A prevenção é muito difícil, pois tem como principais causas o crescimento na puberdade (estirão) e o aumento rápido de peso, e também em situações especificas como a gravidez ou uso crônico de medicamento a base de corticóide. As mulheres são mais atingidas e qualquer parte do corpo pode ser acometido, predominando no bumbum, seios e na barriga.

Na fase inicial as estrias são avermelhadas e o tratamento precoce apresenta melhores resultados, já que as células reparadoras da cicatriz estão muito ativas e com grande capacidade de modelação.
Na fase mais tardia, as estrias tem coloração branca pela pouca presença de melanina (substancia que da coloração a pele), uma espessura mais fina pelo adelgaçamento da derme, resultando em depressão no local. Os tratamentos nesta fase tem resultados mais limitados e apenas disfarçam a aparência.

Os tratamentos que tem obtido melhores resultados são as associações do uso de ácidos com a corrente galvânica, que tem a finalidade de estimular a formação de colágeno diminuindo a largura e profundidade da estria.

Apenas médicos ou fisioterapeutas com treinamento especifico são aptos a manipular os aparelhos e indicar os ácidos esfoliantes adequados, com base nos conhecimentos técnicos e característica de cada pele.



Mariana Meira Faes
Fisioterapeuta 

Mestre pela Faculdade de Medicina da USP - FMUSP;
Pós graduada em fisioterapia cardiorespiratoria pelo hospital do câncer A.C. Camargo/SP
Pós Graduada em fisioterapia dermato funcional pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino - IBRAPE

Contato: marincmeira_@hotmail.com