sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Perigos do excesso de sódio!!


O sódio é um mineral presente em diversos alimentos, sendo o principal constituinte do sal de cozinha (cloreto de sódio NaCl).
Em quantidades excessivas, é prejudicial à saúde, por participar de funções básicas como o equilíbrio de água no organismo, contração muscular, impulsos nervosos, ritmo cardíaco, sendo portanto,  fundamental o seu equilibrio.
Consumir sódio em excesso faz com que ocorra liberação de alguns hormônios, que causam  retenção de líquidos, aumentando a pressão sanguínea e gerando sobrecarga para o coração, especialmente para quem possui hipertensão arterial.
Restringir o consumo do sódio, diminui a pressão arterial e por sua vez reduz a mortalidade por doenças como acidente vascular cerebral (“derrames”), podendo ainda reduzir a excreção de cálcio pela urina, contribuindo para a prevenção da osteoporose em mulheres idosas . Portanto, a diminuição de sódio deve ser feita não apenas por pessoas hipertensas, mas pela população em geral.
O brasileiro ingere duas vezes mais a quantidade de sal que deveria. A Organização Mundial de Saúde, recomenda o consumo máximo de 2000mg (2g) de sódio por pessoa ao dia, o que equivale a 5g de sal (pois que 40% do sal é composto de sódio), mas o consumo no Brasil chega a 12 gramas de sal por dia e na população americana esse número chega a 18 gramas diárias.
O sódio está presente em outros alimentos além do sal. Frutos do mar, alimentos enlatados, conservas, embutidos e defumados são ricos em sódio. Existem hoje no mercado produtos substitutos de sal, contendo cloreto de potássio em substituição ao cloreto de sódio e podem ser consumidos, principalmente por pacientes hipertensos. É importante lembrar que esses substitutos, muitas vezes, possuem mais potássio e pessoas com problemas renais, também devem ficar atentas às quantidades.
            Devemos nos atentar às quantidades de sódio presente nos alimentos industrializados. No restaurante japonês, é bom ter cuidado com o excesso do shoyo : 1 colher de sopa carrega quase 1g de sódio . Além disso, poucas pessoas se atentam ao fato de que os doces também possuem sódio em sua fórmula. Um sundae de chocolate tem em torno de 0,33 g de sódio.
Nem sempre, comida com pouco sal, significa comida sem gosto, sem graça. Utilize ervas aromáticas, como: manjericão, alecrim, orégano, salsinha, salvia e tomilho. Além de saudáveis, deixam as preparações mais saborosas.
           
Veja abaixo, o ranking dos alimentos mais ricos em sódio, recentemente publicado na Revista SAÚDE:
1. Macarrão instantâneo de galinha (1 pacote, 85 g): 1 951 mg

2. Macarrão instantâneo de carne em copo (1 unidade, 64 g): 1 859 mg

3. Lasanha congelada à bolonhesa (1/2 unidade, 325 g): 1 734 mg

4. Tempero pronto para arroz (1 col. de chá, 5 g): 1 645 mg

5. Macarrão instantâneo de galinha em copo (1 unidade, 64 g): 1 642 mg

6. Carne-seca cozida (100 g): 1 443 mg

7. Macarrão instantâneo de carne (1 pacote, 85 g): 1 389 mg

8. Lasanha congelada de quatro queijos (1/2 unidade, 325 g): 1 284 mg

9. Bacalhau refogado (100 g): 1 256 mg

10. Caldo de carne (1/2 cubo, 4,5 g): 987 mg

11. Caldo de galinha (1/2 cubo, 4,5 g): 979 mg

12. Tempero pronto para feijão (1 col. de chá, 5 g): 935 mg

13. Mistura para sopa instantânea de cebola (1 col. de sopa, 11 g): 899 mg

14. Molho à base de soja (1colher de sopa, 15g): 855 mg

15. Mistura para sopa instantânea de galinha e macarrão (2 col. de sopa, 19 g): 855 mg

16. Misto-frio (1 unidade, 110 g): 806 mg

17. Frango à milanesa recheado congelado (1 unidade, 130 g): 789 mg

18. Nuggets de frango (5 unidades, 130 g): 742 mg

19. Ovinhos de amendoim (3 col. de sopa, 45 g): 687 mg

20. Sardinha em conserva (4 unidades, 100 g): 666 mg





Cristiane Comeron Gimenez Verotti
Nutricionista, especializada em Nutrição Clínica pelo GANEP, pesquisadora do LIM 35 da FMUSP e Mestranda pelo Departamento de Gastroenterologia da FMUSP
Contato: nutricristiane@usp.com


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Glúten: Quem deve restringir?


O glúten é uma proteína encontrada naturalmente na semente de muitos cereais como trigo, cevada, centeio e aveia.
Conforme a Lei nº10.674, de 16 de maio de 2003, os fabricantes da indústria alimentícia devem escrever se contém ou não contém glúten nas embalagens de todos os alimentos industrializados, como medida preventiva e de controle da doença celíaca.
A doença celíaca é uma patologia autoimune que afeta o intestino delgado de adultos e crianças geneticamente predispostos, precipitada pela ingestão de alimentos que contêm glúten. A doença causa atrofia das vilosidades da mucosa do intestino delgado, causando prejuízo na absorção dos nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.
Os sintomas e sinais mais frequentes incluem diarreia, dificuldades no desenvolvimento (em crianças) e fadiga.
A doença é comum, afetando aproximadamente 1% das população mundial, embora seja significativamente não-diagnosticada, já que em grande parte dos portadores, cursa com sintomas discretos. No Brasil, quase 1 milhão de pessoas são acometidos pela doença.
O diagnóstico é estabelecido através do conjunto de sinais e sintomas além de testes laboratoriais, confirmados através de biópsia intestinal.
Ao observar os rótulos dos alimentos, algumas pessoas passaram imaginar que, se há indicação “sem glúten”, é um sinal que o glúten faz mal. Mais um nutriente está se tornando vilão, sem necessidade. Apenas os portadores da doença celíaca não podem consumir essa proteína.
É mito dizer que dieta isenta de glúten emagrece. Lógico que se eliminarmos alguns cereais que são fontes de carboidratos e também contém glúten, emagreceremos.  Isso, pelo fato de consumirmos menos calorias e não pela ausência de glúten.
Com frequência tenho notado celebridades dizerem em entrevistas que cortaram o glúten da alimentação e resolveram todos os problemas de suas vidas. Mais um modismo da nutrição.
Segundo o CRN, o Conselho Regional de Nutrição, a recomendação indiscriminada para restrição ao consumo de glúten não encontra atualmente respaldo na ciência da nutrição e está em desacordo com o Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar, devendo ser destinada apenas aos pacientes com diagnóstico clínico confirmado de doença celíaca, dermatite herpetiforme, alergia ao glúten, ou quando, eliminada a hipótese de doença celíaca, haja diagnóstico clínico confirmado de sensibilidade ao glúten (também denominada como intolerância ao glúten–não celíaca).
            Desse modo, recomendo dieta isenta de glúten somente para indivíduos com diagnóstico confirmado das doenças supracitadas.






Cristiane Comeron Gimenez Verotti
Nutricionista, especializada em Nutrição Clínica pelo GANEP, pesquisadora do LIM 35 da FMUSP e Mestranda pelo Departamento de Gastroenterologia da FMUSP
Contato: nutricristiane@usp.com

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Óleo de coco, emagrece?


Há algum tempo, o óleo de coco vem sendo utilizado por aquelas pessoas que desejam se livrar dos quilinhos extras. Mas será que funciona mesmo?
O óleo de coco, na forma de pílula, é ingerido duas vezes ao dia. Líquido, também pode ser ingerido ou usado no preparo de alimentos.
As evidências científicas são insuficientes para que as pessoas contem com o óleo de coco para emagrecer.
Embora existam diversos estudos com oleo de coco, estes se mostraram ineficientes e não conclusivos quando tentaram demonstrar a eficácia deste lípide no emagreciemento.  
As pesquisas que encontraram tanto benefícios como malefícios no alimento não foram capazes de explicar o mecanismo envolvido. Há quem atribua ao óleo de coco a condição de um termogênico, ou seja, algo capaz de aumentar a queima de calorias no corpo. Substâncias termogênicas estão presentes no café ou no chá verde, por exemplo, mas também podem ser encontradas em suplementos alimentares. Mas, de novo, nada foi comprovado.
Por causa de resultados controversos, que indicam tanto benefícios quanto malefícios do óleo de coco, não é seguro indicá-lo com esse objetivo, a perda de peso.
Não há mal nenhum em usá-lo, em sua forma líquida, como substituto do óleo de origem animal ou mesmo do óleo de soja na preparação de alimentos. Ele faz parte do grupo de gorduras vegetais, mais saudável do que as animais. No entanto, é rico em gorduras saturadas. O azeite de oliva, por exemplo, tem gorduras insaturadas. Para cozinhar, tudo bem. Para emagrecer, fora de questão.
Estudos que associaram dieta com restrição calorica, atividade física regular e oleo de coco, concluiram que houve perda de peso. Mas vocês realmente acreditam que essa perda ponderal foi devido ao óleo de coco?
Pois é… Mais uma vez vou bater na mesma tecla. Não existe milagre!!! Para se livrar dos quilinhos extras, é necessário basicamente dieta regular associada à atividade física. E o resto? O resto, nós já sabemos.
No pain, no gain!!!




Cristiane Comeron Gimenez Verotti

Nutricionista, especializada em Nutrição Clínica pelo GANEP,   pesquisadora do LIM 35 da FMUSP e Mestranda pelo Departamento de Gastroenterologia da FMUSP

Contato: nutricristiane@usp.com

sexta-feira, 23 de março de 2012

Drenagem Linfática pós operatória!



A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico com a finalidade de reduzir a gordura localizada e desta forma equilibrar o contorno corporal. Para um bom resultado deste procedimento é fundamental que no período pós operatório sejam realizadas as drenagens linfáticas com o intuito de eliminar o líquido (linfa) que causa inchaço e desconforto, facilitar a retração cutânea e auxiliar a remodelação do tecido cicatricial.
Os fisioterapeutas são os profissionais mais capacitados para o tratamento pós operatório, pois além do conhecimento fisiológico e anatômico, sua formação permite avaliar as necessidades do paciente e auxilia o cirurgião na complementação do tratamento idealizado.
O ato cirúrgico promove um desequilíbrio no fluxo de fluidos pelos tecidos do corpo, que resulta em extravasamento de liquidos do interior das células e dificuldade de escoamento deste excedente ate os gânglios linfáticos, causando congestão linfática dos tecidos. A drenagem linfática tem como objetivo direcionar e distribuir este líquido para os gânglios (que funcionam como ralos) diminuindo o inchaço da região operada, além de ajudar na absorção de hematomas. O processo de cicatrização e restauro dos tecidos do corpo é acelerado, a recuperação é mais curta, o desconforto do paciente melhora e os risco de complicações diminuem.
Além disso, as regiões operadas na lipoaspiração produzem tecido conjuntivo fibroso necessário para a aderência da pele que, em alguns casos, é possível que apareçam algumas nodulações e ondulações na pele chamadas de fibrose. Geralmente este processo começa a ser notado após a primeira semana de cirurgia quando o edema começa a diminuir.
O processo de cicatrização começa logo após a cirurgia com o depósito de tecido cicatricial visando o reparo à agressão cirurgica. Quando as recomendações não são seguidas, por exemplo, repouso inadequado, não utilização da cinta modeladora ou drenagem linfática inadequada, pode ocorrer uma cicatrização irregular e o tecido apresentar uma aparência ondulada ou com irregularidades.
A realização da drenagem linfática associada ao ultrassom terapêutico é o tratamento operatório mais adequado após a realização de cirurgias do contorno corporal. O tecido de cicatrização é modelado de forma que a superfície da pele fique homogenia e plana. O ultrassom é utilizado em uma potencia terapêutica que emite ondas superficiais atingindo o tecido subcutâneo vibrando as moléculas e permitindo a remodelação do tecido, ou seja “quebra dos nódulos”. Em seguida, ha uma reorientação das fibras colágenas e maturação do tecido cicatricial, ou seja, resulta em uma cicatrização orientada e controlada.
A ação do ultrassom e drenagem linfática na fibrose tardia (3 meses da cirurgia) tem efeito limitado. O tecido cicatricial já está estável e as irregularidades só podem ser amenizadas com resultados finais nem sempre satisfatórios.
Não se esqueçam, a cirurgia é uma parte do tratamento!! Um pós operatório feito de forma adequado e profissional capacitado, é tão importante quanto o procedimento cirurgico feito por um medico especializado.


Mariana Meira Faes
Fisioterapeuta 

Mestre pela Faculdade de Medicina da USP - FMUSP;
Pós graduada em fisioterapia cardiorespiratoria pelo hospital do câncer A.C. Camargo/SP
Pós Graduada em fisioterapia dermato funcional pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino - IBRAPE

Contato: marincmeira_@hotmail.com

segunda-feira, 12 de março de 2012

ESTRIAS - Tire suas dúvidas!!

Estria é uma cicatriz que se forma quando a pele é excessivamente estirada ultrapassando sua capacidade de distensão.

A prevenção é muito difícil, pois tem como principais causas o crescimento na puberdade (estirão) e o aumento rápido de peso, e também em situações especificas como a gravidez ou uso crônico de medicamento a base de corticóide. As mulheres são mais atingidas e qualquer parte do corpo pode ser acometido, predominando no bumbum, seios e na barriga.

Na fase inicial as estrias são avermelhadas e o tratamento precoce apresenta melhores resultados, já que as células reparadoras da cicatriz estão muito ativas e com grande capacidade de modelação.
Na fase mais tardia, as estrias tem coloração branca pela pouca presença de melanina (substancia que da coloração a pele), uma espessura mais fina pelo adelgaçamento da derme, resultando em depressão no local. Os tratamentos nesta fase tem resultados mais limitados e apenas disfarçam a aparência.

Os tratamentos que tem obtido melhores resultados são as associações do uso de ácidos com a corrente galvânica, que tem a finalidade de estimular a formação de colágeno diminuindo a largura e profundidade da estria.

Apenas médicos ou fisioterapeutas com treinamento especifico são aptos a manipular os aparelhos e indicar os ácidos esfoliantes adequados, com base nos conhecimentos técnicos e característica de cada pele.



Mariana Meira Faes
Fisioterapeuta 

Mestre pela Faculdade de Medicina da USP - FMUSP;
Pós graduada em fisioterapia cardiorespiratoria pelo hospital do câncer A.C. Camargo/SP
Pós Graduada em fisioterapia dermato funcional pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino - IBRAPE

Contato: marincmeira_@hotmail.com


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ressaca durante o Carnaval?? Saiba como evitar.


Para nós, brasileiros, essa é uma das semanas mais festivas e esperadas do ano. Chegou o carnaval!!! Além de muita animação, esses dias também podem ser acompanhados de dor de cabeça, enjôo, suor intenso, ou seja, sintomas de quem abusou das bebidas alcoólicas. A tão famosa ressaca.
Vamos entender como o álcool age no organismo. O álcool é um diurético, ou seja, tende a aumentar a quantidade de urina produzida no organismo, levando a maior eliminação de água pelo corpo. O álcool, portanto, dependendo da quantidade ingerida, pode “secar” o organismo. \ Durante o processo de destilação, são adicionados vários componentes às bebidas alcoólicas, e estes contribuem para as costumeiras dores de estômago que acontecem na ressaca. Neste sentido, beber muita água, além de reidratar o organismo, dilui estes componentes da bebida alcoólica no seu estômago e trato gastrointestinal, melhorando os sintomas de mal estar abdominal.
O grau de ressaca pode variar entre as pessoas e também depende da quantidade de álcool ingerida, tipo de bebida e a frequência do consumo.

A mistura de bebidas fermentadas com destiladas potencializa os efeitos do álcool no organismo.
Tomar bastante água durante a festa ajuda a hidratar o corpo e diminuir a ressaca do dia seguinte.
É importante também não começar a beber antes de se alimentar.

A ressaca é muito maior para quem bebe de estômago vazio. Quando a gente não come, a agressão da bebida no estômago é muito maior.
Ainda antes do baile ou desfile, é bom estar descansado, porque o estresse e a falta de nutrientes no organismo potencializam a ressaca. O ideal é que sejam consumidos alimentos leves e não gordurosos antes de começar a ingestão de bebidas alcoólicas.


No dia seguinte, abuse da água e mantenha uma dieta também leve, mesmo se tiver vontade de comer coisas gordurosas. O mal estar passa com as horas, mas é preciso dar um tempo para o organismo se livrar das toxinas, sensação de cansaço e ativar a circulação sanguínea.
Agora que você já sabe como evitar a tão indesejada ressaca, boa folia!!!





Cristiane Comeron Gimenez Verotti
Nutricionista, especializada em Nutrição Clínica pelo GANEP, pesquisadora do LIM 35 da FMUSP e Mestranda pelo Departamento de Gastroenterologia da FMUSP
Contato: nutricristiane@usp.com 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Por que devemos consumir fibras?


A industrialização de alimentos tem alterado os hábitos alimentares nos mais diversos grupos culturais e regionais do mundo, levando ao consumo cada vez maior de produtos processados, ricos em lipídeos, carboidratos simples, sódio e pobres em fibras alimentares.
Esse padrão alimentar tem forte associação com doenças crônicas, como a obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, dentre outras. Cada vez mais há associação entre o baixo consumo de fibras e constipação intestinal, hemorróida, doença diverticular, neoplasia maligna de cólon, obesidade, intolerância à glicose, dislipidemias, doenças cardiovasculares, etc.
A cada dia surgem novas pesquisas sobre os benefícios que as fibras podem proporcionar ao organismo. As fibras não são indicadas apenas para quem tem o intestino preso, mas para todos, fazendo parte da alimentação saudável e completa. Imprescindível à saúde, as fibras consistem as partes não digeríveis dos alimentos de origem vegetal. Elas não são absorvidas pelo organismo, mas desempenham funções importantes.

Existem dois tipos de fibras:

Fibras solúveis - Atuam no estômago e no intestino delgado, tornando a digestão mais lenta e dessa forma propõe melhor digestão dos nutrientes, principalmente os açúcares e gorduras. Esse tipo de fibras ainda auxilia no controle do metabolismo energético e evita o aumento da glicemia no sangue. De acordo com alguns estudos, também contribui na diminuição das taxas de colesterol. Você encontra este tipo de fibras em frutas e vegetais, especialmente maçãs, laranjas e cenouras, flocos de aveia, cevada e legumes.

Fibras insolúveis
- A função principal deste tipo de fibra é acelerar o trânsito intestinal, aumentando então o bolo fecal e proporcionando melhora na obstipação intestinal ou prisão de ventre. Atuam ainda prevenindo o câncer de intestino, em função do menor contato das substâncias cancerígenas com a mucosa intestinal. Sua atuação ocorre na parte inferior do intestino grosso. Você encontra este tipo de fibra em grãos de cereais, casca de frutas e verduras, arroz integral, leguminosas (feijão, soja, lentilha), farelo de trigo, etc.

Não é preciso se preocupar com o tipo de fibra que você vai ingerir diariamente e sim em atingir a recomendação, para assim ter bom funcionamento intestinal.

Qual a recomendação diária?
De acordo com a DRI (Dietary Reference Intake) a recomendação é de 20 a 40g por dia de fibras para adultos saudáveis.
E para as crianças, adiciona-se 5 à idade em anos. Exemplo: uma criança de 8 anos, deve consumir 13 (8+5) gramas de fibras por dia.

Consumir em excesso é prejudicial?
Atingir a recomendação é algo difícil, por isso o excesso dificilmente irá acontecer, mas pode ser prejudicial sim. Aumente gradativamente o consumo de fibras em sua alimentação. Se esse aumento for brusco, pode causar cólicas, gases e diarreia.
As funções mais importantes das fibras são:
Saciedade - As fibras solúveis absorvem água e formam géis, permanecendo mais tempo no estômago e proporcionando maior saciedade.

Controle da glicose - As fibras promovem a liberação mais lenta e constante da glicose e ajuda a regularizar os níveis no sangue.

Diminui o colesterol - O consumo de fibras aliado a uma dieta pobre em gordura saturada e a prática de exercícios físicos diminui as taxas de colesterol sanguíneo. Isto ocorre porque as fibras absorvem as moléculas de gordura e produzem substâncias que normalizam a síntese de colesterol.

Contribui com o bom funcionamento intestinal - As fibras aceleram a passagem do bolo fecal pelo intestino e dessa forma contribuem com o bom funcionamento do intestino. Em geral as fibras promovem uma flora intestinal saudável, aumentando as bactérias benéficas e minimizando as bactérias patogênicas. Assim, ajudam a prevenir a constipação e outras doenças como o câncer por exemplo. É importante lembrar que o consumo de fibras por si só não produz efeitos se não houver uma ingestão razoável de água, cerca de 2 a 3 litros por dia.

Quais alimentos são mais ricos em fibras?
As fibras estão presentes em maior quantidade em verduras, legumes, leguminosas, frutas, cereais integrais (arroz, pão, macarrão, biscoito, etc) e cereais matinais (aveia, farelo de trigo, semente de linhaça, etc).
Alimentação rica em fibras é imprescindível para alimentação saudável e consequentemente boa qualidade de vida.

Cristiane Comeron Gimenez Verotti
Nutricionista, especializada em Nutrição Clínica pelo GANEP, pesquisadora do LIM 35 da FMUSP e Mestranda pelo Departamento de Gastroenterologia da FMUSP
Contato: nutricristiane@usp.com 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Alimentação e atividade física!!!


Assim que decidimos iniciar alguma atividade física, a primeira coisa que nos vem à mente é: e agora, o que vou ter que comer? Vou ter comer direito se quiser obter bons resultados. Comer a cada três horas, consumir frutas, verduras, fibras, suplementar proteínas, beber mais água dentre outras coisas. Enfim, um monte de coisas que você já ouviu algum dia alguém dizer sobre nutrição. E será que é verdade?

A maior verdade é que qualidade de vida está associada dentre outras coisas, à alimentação saudável e a prática regular de atividade física. E isso é indiscutível.

Na verdade, cada pessoa tem suas próprias necessidades nutricionais. Essas são estipuladas de acordo com sexo, idade, peso, altura e atividade física.

Nunca faça uso de suplementos antes de consultar um nutricionista ou um médico especializado.

Nunca treine de barriga vazia.

Uma alimentação balanceada e completa com carboidratos, proteínas, fibras e gorduras e essencial para obter bons resultados na malhação.

Os carboidratos são nosso combustível e devem ser consumidos antes e depois do exercício, quando eles não são suficientes, o organismo busca reservas nas proteínas e por conseqüência haverá perda de massa muscular, pois elas são responsáveis pela formação dos músculos. A falta de nutrição diminui a resistência e gera a necessidade de consumir glicose, responsável pela transformação do alimento em energia, daí à vontade por alimentos doces.

Se tiver feito uma das refeições principais há mais de duas horas, faca um lanche pelo menos 40 minutos antes. 

Tome água sempre (antes, durante e depois) ela mantém a temperatura corporal e os músculos hidratados.

Consuma carboidratos e proteínas antes de malhar: sanduíche de peito de peru e queijo e um copo de suco de frutas.

Após o treino, opte por uma vitamina com leite desnatado, uma fruta e aveia ou um iogurte light e uma barra de cereal, para potencializar o resultado, a fibra da aveia auxilia na digestão e elimina toxinas.
E no jantar consuma proteína, carne grelhada com legumes regados com um fio de azeite ou uma omelete de claras de ovos com legumes, por exemplo, pois durante o sono o hormônio do crescimento é liberado, e a reserva de proteína estimula a formação do músculo junto com a gordura do azeite que regenera os tecidos.

Opte pelas versões integrais dos pães, leites desnatados, bebidas light, consuma as gorduras insaturadas como a que existe nos peixes, sementes, grãos, azeites.
Enfim, o segredo e abastecer o corpo com alimentos saudáveis que contribuam para a sua manutenção e fortalecimento. Ou seja, não tem segredo.






Cristiane Comeron Gimenez Verotti
Nutricionista, especializada em Nutrição Clínica pelo GANEP, pesquisadora do LIM 35 da FMUSP e Mestranda pelo Departamento de Gastroenterologia da FMUSP
Contato: nutricristiane@usp.com

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mais da metade da população mundial diz estar acima do peso!!

Que tal mudarmos nossos habitos desde ja?? Olhem essa matéria...

"Um levantamento feito em 56 países, incluindo o Brasil, revelou que mais da metade da população mundial se considera acima do peso. A descoberta faz parte de uma pesquisa sobre tendências de alimentação realizada pela Nielsen, empresa presente em mais de 100 países que estuda os hábitos de compra e consumo da população.



Para a pesquisa, foram entrevistadas 25 mil pessoas. Os dados mais relevantes encontrados foram que 74% dos participantes declararam ter mudado os seus hábitos alimentares e fazer dieta para emagrecer; 61% afirmaram que, além da dieta, ainda praticava exercícios físicos e 52% alegou não entender nada ou quase nada do que vinha escrito nos rótulos das embalagens dos produtos que consumiam.
Apesar da crescente preocupação com um estilo de vida mais saudável, 53% dos entrevistados afirmaram estar acima do peso. Na América Latina, entretanto, o número foi ainda mais alto, chegando a 58% dos entrevistados.
Outro dado importante foi a constatação de que 8% dos entrevistados da América Latina faziam uso de remédios para emagrecer, mas o número subia para 12% quando a pesquisa se restringia apenas ao Brasil. O uso desses medicamentos precisa sempre de acompanhamento médico, devido aos efeitos colaterais que eles podem causar.

Brasileiro consome muito sódio e poucas frutas, diz estudo

A população brasileira consome menos arroz, feijão e frutas e mais carnes gordurosas, embutidos, sal e açúcar, segundo um levantamento feito pelo Ministério da Saúde em 2011. De acordo com os pesquisadores, o país está passando por uma transição nutricional, consumindo cada vez mais produtos industrializados, o que pode aumentar a incidência de doenças cardiovasculares devido à grande quantidade de sódio. A presença de elevados níveis de açúcar na dieta do brasileiro também é um agravante, pois aumenta o risco de obesidade.
Segundo a pesquisa, 48,1% da população adulta no país estão acima do peso e 15% dos brasileiros estão obesos. O estudo indica também que apenas 18,2% das pessoas consomem cinco porções de frutas e hortaliças em cinco dias ou mais por semana; 34% consomem alimentos com elevado teor de gordura e 28% consomem refrigerantes cinco ou mais dias por semana. O consumo de arroz e feijão, que juntos são fontes de ferro, carboidratos e proteínas, também diminuiu entre os brasileiros.
Outro problema é o consumo de diário de sódio no Brasil, que, atualmente, é de 12 gramas - mais que o dobro do recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Já o açúcar é consumido de forma considerada exagerada por 61,3% da população.
De acordo o ministério, a meta é estabilizar o quadro de excesso de peso e obesidade entre adultos até a próxima década e, ao mesmo tempo, diminuir os índices entre crianças e adolescentes. Para isso acontecer, além da indústria alimentícia produzir alimentos mais saudáveis, é preciso que toda a população procure ter uma alimentação saudável."
Publicado por www.minhavida.com.br em 26/01/2012
MInha Vida Saude, Alimentação e Bem-estar, São Paulo, 2012. Disponivel em: <http://www.minhavida.com.br/saude/materias/14624-mais-da-metade-da-populacao-mundial-diz-estar-acima-do-peso>. Acesso em: 27 de Janeiro 2012


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Fuja de oito armadilhas domésticas que ameaçam sua dieta!

Não se percam na dieta!! Muito legal essa matéria:




"Despensa
Uma das principais armadilhas dentro de casa para quem pretende emagrecer ou manter a forma é a despensa. "O local geralmente é abastecido de salgadinhos, chocolates, biscoitos e outros alimentos extremamente calóricos, mas de baixo valor nutritivo", explica a nutricionista Maria Fernanda Cortez, da Nutri & Consult. Por isso, em vez de se controlar para comer uma quantidade pequena desses alimentos, procure eliminá-los de sua casa e colocar opções saudáveis no lugar.


Prateleiras
Como dieta é sinônimo de reeducação alimentar - e não de restrição -, ninguém precisa deixar de consumir guloseimas para emagrecer com saúde. Mas uma estratégia que pode ajudar a reduzir a ingestão desses alimentos é mudando a sua disposição na cozinha. "Deixe as opções calóricas fora do seu alcance de visão, pois, muitas vezes, nem estamos com fome, mas beliscamos algo que está na mesa ou na pia", lembra a nutricionista Amanda Epifanio. Por isso, guarde esses alimentos nas prateleiras mais altas ou em locais de difícil acesso para evitar o mau hábito.



Chocolate
"O chocolate é classificado um 'comfort food', ou seja, um alimento fonte de prazer e, por isso, nem sempre percebemos que estamos exagerando na quantidade", explica a nutricionista Maria Fernanda. Para conseguir controlar melhor essa compulsão, recomenda-se cortar o alimento em pedacinhos e deixá-lo em um pote. Assim, quando for se servir, permita-se pegar apenas alguns pedaços e, logo em seguida, feche o recipiente.



Oleaginosas
Segundo Amanda Epifanio, as castanhas contêm elevado teor calórico e podem estimular o consumo exagerado, principalmente se forem salgadas. Preparar potinhos com um mix de oleaginosas que podem ser consumidas diariamente sem afetar a dieta é uma alternativa para os momentos em que se quer beliscar, sempre em quantidades moderadas. Embora elas sejam fonte de antioxidantes, ômega-3 e outros importantes nutrientes, apresentam, em média, 200 calorias a cada porção de 30g.



Frutas
Muitas pessoas alegam não comer frutas pelo fato de elas não serem práticas e, no lugar, acabam ingerindo alimentos altamente calóricos. Para acabar de vez com essa desculpa, Maria Fernanda recomenda cortá-las no dia anterior e deixá-las na geladeira. Dessa forma, você já tem uma sobremesa ou um lanchinho pronto para consumo após fazer uma refeição. A nutricionista aconselha ainda associar um cereal, como aveia ou linhaça, à fruta, pois ele fará com que o açúcar do alimento não seja absorvido instantaneamente, promovendo a sensação de saciedade por mais tempo.



Televisão
Comer assistindo televisão faz parte da rotina de muitas pessoas, mas o hábito pode ser muito prejudicial à dieta. "Além de a pessoa poder terminar a refeição sem a percepção adequada da saciedade, ela não presta atenção na mastigação e no sabor dos alimentos", aponta Amanda Epifanio. Por isso, faça as suas refeições em um local tranquilo e não tente dividir a atenção entre alimentar-se e ler um livro ou ver televisão.



Balança
A vontade de checar o peso a todo o momento em busca de resultados costuma sempre ser grande. "A temida balança pode ser um grande incentivo à dieta ou um fator muito desmotivador", alerta a nutricionista Maria Fernanda. Ela não recomenda criar o hábito de se pesar diariamente, mas, sim, de 15 em 15 dias, no mínimo. ?Nenhuma mudança acontece do dia para a noite?, lembra.



Mesa
Se você já tem o costume de comer sentado à mesa, provavelmente criou o hábito de prestar atenção em sua refeição, mas isso ainda não é tudo. Com tigelas e travessas repletas de comida a sua frente, nem sempre é fácil resistir a mais um pedacinho ou uma colher por pura gula.

A nutricionista Amanda recomenda servir uma quantidade ideal em um só prato, deixar a mesa livre e ainda se levantar logo que a refeição for terminada. Ao reduzir o tempo em que se fica em contato com os alimentos, você diminui as chances de comer além do necessário."



PUBLICADO EM 19/1/2012 POR LAURA TAVARES EM MINHA VIDA




TAVARES, T, Minha Vida Saude, Alimentação e Bem-estar, São Paulo, 2012, Disponivel em: <http://www.minhavida.com.br/conteudo/14608-fuja-de-oito-armadilhas-domesticas-que-ameacam-sua-dieta.htm>. Acesso em: 26 de Janeiro 2012.





quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Consumismo reflete dificuldades em fazer escolhas a longo prazo!!

Dêem uma olhada nessa matéria sobre consumismo:


"Geralmente esse desejo aparece fortemente na infância ou talvez na pré-adolescência: quem não se lembra da sensação de querer completar um álbum de figurinhas? Quem pode ter se esquecido da "excitação" ao abrir o pacotinho comprado na banca e verificar se as figurinhas vieram repetidas? Quem não se sentiu o máximo quando conseguiu figurinhas "difíceis" que todos queriam e até mesmo se comportava direitinho pra ganhar dinheiro da mãe, pai, avo, tio, até do zelador, pra comprar mais e mais figurinhas até preencher tudo - até colar a última e tão esperada figurinha. 
Alguém se lembra de como era até estranhamente frustrante, de certa maneira, colar a ultima figurinha do álbum? Agora com ele completo, qual seria a próxima brincadeira? 
Para a psicanálise, a psique funciona como um receptáculo em busca da figurinha que falta. Que bom: na melhor das hipóteses estamos sempre desejando algo - já que a depressão significa não desejar. 
A boa (ou má) noticia é que essa última figurinha não existe. Sim, quando éramos crianças ao completarmos o álbum já partíamos em busca de outra diversão. Adultos? Estamos sempre e ininterruptamente em busca de satisfação. 
É um pacote de figurinhas atrás do outro: "ah, o dia em que eu casar", "ah, o dia em que eu tiver filhos", "ah, a casa", "ah, o carro", "ah, cozinha dos sonhos", "ah, o corpo emagrecido"... Mas, mesmo conquistando aquilo o que desejamos, ainda nos parece faltar alguma coisa. Sempre irá faltar? 
Freud percebeu que somos seres do desejo e não da necessidade. Isso quer dizer: não nos contentamos simplesmente com a manutenção do biológico, ou seja, em nos alimentar, vestir, morar. Mas, como seres de desejos e fantasias, estamos sempre em busca de satisfazê-los e preocupados com isso - para quem vestir?, Para quem usar? Para quem mostrar? Para quem exibir? Assim notamos que não é o objeto que possui o valor em si, mas sim o valor que cada pessoa veste ou reveste no objeto. 
Nós, psicanalistas, estamos nos empenhando para compreender de que jeito a sociedade do consumo opera na psique das pessoas na pós-modernidade. Vemo-nos frente a um paradoxo: um grande leque de objetos oferecidos pela indústria de consumo para, possivelmente, dar vasão a desejos e fantasias, e um leque proporcional de pacientes viciados em consumir e muito endividados.  
Não é raro ouvir no consultório algo como: "não consigo mais caber em meu quarto, tem tanta roupa e não consigo arrumar e muito menos parar de comprar". Ou, mais extremado ainda, quando alguém conta que abarrota a própria casa e não recebe visitas, pois "não cabe mais ninguém". 
As pessoas estão tendo um "relacionamento" mais íntimo com objetos do que com pessoas?

Não serei simplista dizendo que as pessoas compram porque lhes faltam amor, carinho, amigos. Sim, pode até ser o caso, mas não acredito que seja a essência da questão. Nem culparei os cartões de credito que possibilitam as dívidas, já que o dinheiro tornou-se virtual. Virtual? O dinheiro, mas não a dívida com o banco.
Entendo que a grande vilã da historia seja a dificuldade em fazer escolhas que nos capacite ter prazer a longo prazo. Em outras palavras, a antagonista é a impossibilidade de evitar o prazer imediato. Vivemos em uma sociedade que nos faz convites ininterruptos a um vício lícito - o consumir.

Outro dia vi grafitado num muro uma frase com sentido duplo: "Consumo, logo existo". 

E o que a psicanálise tem a oferecer perante esse quadro?

Assim como em relação a outros temas, nós psicanalistas temos como objetivo mostrar ao paciente as fantasias e desejos inconscientes que revestem suas escolhas. Isso significa demonstrar ao paciente quais foram as estratégias por ele usadas para transferir e continuar transferindo aos outros o peso de suas escolhas. 
Partimos do principio que a análise leva o paciente a se responsabilizar pelas suas escolhas. Não há só a sorte ou o revés como no jogo de figurinhas, não responsabilizando apenas pai, mãe, namorado e adjacentes. 
É inegável que consumir é muito gostoso, mas, escolher o que e quando consumir evita a dependência e a escravidão e isso se estende a relacionamentos amorosos, de amizade e por aí afora. 
Se a história de vida do analisando foi e está difícil, a saída está em saber escolher o que vai se fazer diante disso e se reinventar. Pode parecer estranho, num primeiro momento, mas é extremamente libertador - literalmente liberta (a) dor. O início e o fim do processo remetem a mesma questão: diga-me o que escolhes e eu te direi quem és! Escolha alguma coisa, vá ao seu encontro ou saia e busque, tente alcançar, se não conseguir escolha outra, com certeza terá outra opção que poderá ser boa. 
Uma musica muito engraçadinha da Vanessa da Mata resume maravilhosamente tudo, chamada Bolsa de grife:

"Comprei uma bolsa de grife, mas ouçam que cara de pau, ela disse que ia me dar amor, acreditei, que horror, ela disse que ia me curar a gripe, desconfiei, mas comprei (...) Ainda tenho a angustia e a sede, a solidão, a gripe e a dor. E a sensação de muita tolice nas prestações que eu pago pela tal bolsa de grife".

Boas escolhas!"

PUBLICADO POR ESPECIALISTA EM 13/01/2012 em: www.minhavida.com.br


BURG, A, H, Minha Vida Saude, Alimentação e Bem-estar, São Paulo, 2012. Disponível em: <http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/14576-consumismo-reflete-dificuldades-em-fazer-escolhas-a-longo-prazo>. Acesso em: 25 de Janeiro de 2012.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Malhar de estômago vazio não ajuda a emagrecer!!


Passar fome na hora do treino nem pensar!!! Sigam essas dicas...




"Uma revisão de vários estudos feitos pela National Strength and Conditioning Association (NSCA), nos Estados Unidos, e publicada na revista da instituição, afirma que fazer exercícios físicos de estômago vazio não oferece nenhum benefício à saúde e pode inclusive trazer malefícios ao corpo. Segundo os cientistas, muitas pessoas praticam atividades físicas em jejum, acreditando que, dessa maneira, irão queimar mais gordura. 

Estudos anteriores, feitos na década de 1990, defendiam que exercitar-se com o estômago vazio força o corpo a buscar combustível nos depósitos de gordura acumulada, em vez de correr atrás dos carboidratos mais facilmente disponíveis depois de um almoço ou lanche antes da malhação.  
Mas, de acordo com os especialistas, o corpo queima basicamente a mesma quantidade de gordura, independente de a pessoa ter se alimentado ou não antes do exercício. Porém, o indivíduo pode perder musculatura fazendo esforço em um estado de esgotamento e, sem o combustível necessário para apoiar esse esforço, a intensidade do exercício e a queima global de calorias podem sofrer redução.

Uma das pesquisas revisadas para o relatório examinou ciclistas quando treinavam depois de comer e quando treinavam em jejum. Quando treinavam sem nada em seus estômagos, aproximadamente 10% das calorias queimadas vinham de proteínas, incluindo perda muscular.

Em outra pesquisa publicada em 2002, cientistas descobriram um benefício adicional de uma refeição pré-malhação: mulheres saudáveis que consumiam 45 gramas de carboidratos antes de seu exercício acabavam comendo menos durante o restante do dia. 
Escolha o prato certo 

No entanto, mesmo que seja bom fazer uma refeição antes do treino, nem todos os alimentos são aconselháveis nessa hora. Quando os níveis de açúcar no sangue estão muito baixos, o organismo não consegue manter a mesma eficiência física. A hipoglicemia pode causar mal estar, sudorese fria, palidez cutânea, tremores, palpitações e até mesmo desmaios durante os treinos.

Para que você não tenha esse tipo de problema é importante comer alimentos que contenham açúcar até uma hora antes de começar a praticar exercícios, como os carboidratos (pão, biscoito, fruta, leite, iogurte adoçado, batata, arroz, macarrão ou barra energética). Durante o treino, esses nutrientes fornecerão energia e oxigênio, evitando a fadiga dos músculos. Os carboidratos também precisam fazer parte da refeição que sucede a atividade física. "Eles repõem o que foi perdido durante o treino e garantem que você continue disposto no restante do dia", afirma Roberta Stella, nutricionista do Dieta e Saúde."  

Publicado por Minha Vida Saude, Alimentação e bem-estar, São Paulo, 2011. Disponível em: <http://www.minhavida.com.br/fitness/materias/13471-malhar-de-estomago-vazio-nao-ajuda-a-emagrecer>. Acesso em: 24 de Janeiro 2012.