Há
algum tempo, o óleo de coco vem sendo utilizado por aquelas pessoas que desejam
se livrar dos quilinhos extras. Mas será que funciona mesmo?
O óleo de coco, na forma de pílula, é ingerido duas
vezes ao dia. Líquido, também pode ser ingerido ou usado no preparo de
alimentos.
As evidências
científicas são insuficientes para que as pessoas contem com o óleo de coco
para emagrecer.
Embora existam
diversos estudos com oleo de coco, estes se mostraram ineficientes e não
conclusivos quando tentaram demonstrar a eficácia deste lípide no
emagreciemento.
As pesquisas
que encontraram tanto benefícios como malefícios no alimento não foram capazes
de explicar o mecanismo envolvido. Há quem atribua ao óleo de coco a condição
de um termogênico, ou seja, algo capaz de aumentar a queima de calorias no
corpo. Substâncias termogênicas estão presentes no café ou no chá verde, por
exemplo, mas também podem ser encontradas em suplementos alimentares. Mas, de
novo, nada foi comprovado.
Por causa de resultados
controversos, que indicam tanto benefícios quanto malefícios do óleo de coco, não
é seguro indicá-lo com esse objetivo, a perda de peso.
Não há mal
nenhum em usá-lo, em sua forma líquida, como substituto do óleo de origem
animal ou mesmo do óleo de soja na preparação de alimentos. Ele faz parte do
grupo de gorduras vegetais, mais saudável do que as animais. No entanto, é rico
em gorduras saturadas. O azeite
de oliva, por exemplo, tem gorduras
insaturadas. Para cozinhar, tudo bem. Para emagrecer, fora de questão.
Estudos que
associaram dieta com restrição calorica, atividade física regular e oleo de
coco, concluiram que houve perda de peso. Mas vocês realmente acreditam que
essa perda ponderal foi devido ao óleo de coco?
Pois é… Mais
uma vez vou bater na mesma tecla. Não existe milagre!!! Para se livrar dos
quilinhos extras, é necessário basicamente dieta regular associada à atividade
física. E o resto? O resto, nós já sabemos.
No pain, no
gain!!!
Cristiane Comeron Gimenez Verotti
Nutricionista, especializada em Nutrição Clínica pelo GANEP, pesquisadora do LIM 35 da FMUSP e Mestranda pelo Departamento de
Gastroenterologia da FMUSP
Contato:
nutricristiane@usp.com


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